“O PT hoje tem aproximadamente 70 mil filiados e todos estão orientados a votar na chapa 100% completa do PT”, disse o parlamentar, que também destacou a prioridade nacional do partido. “Eleger senador é uma prioridade (…) precisamos de senadores no Congresso para ajudar o presidente Lula”, disse.
Recentemente, o diretório estadual do PT anunciou a punição de petistas que declararem apoio à reeleição de Ciro Nogueira (PP). A medida levou à suspensão da filiação do prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe Ribeiro, que comunicou sua saída da sigla, e levou a discussão se outros gestores poderiam tomar a mesma atitude.
Apesar de entender que todos no partido irão se sensibilizar para eleição de políticos da base governista, João Pereira pregou mais diálogo. “Na política você também não pode muito esticar a corda, então o diálogo na política prevalece mais do que qualquer outra situação de imposição”, analisou.
Primeiro ano de mandato
Durante a entrevista, o vereador classificou como desafiador o primeiro ano na Câmara Municipal de Teresina (CMT) e destacou o orçamento como principal ferramenta para enfrentar problemas estruturais da cidade. Segundo o parlamentar, o Legislativo teve papel decisivo ao autorizar recursos que permitirão respostas mais rápidas da gestão municipal a partir do próximo ano.
“Foi nosso primeiro ano de mandato, onde a gente estava estudando o que de fato o Parlamento pode ajudar os teresinenses. Tivemos muitos debates e considero importante, por exemplo, a lei de diretrizes orçamentária e a lei orçamentária anual, porque os próximos gastos que a Câmara autorizou, encaminhados pela gestão municipal, vai permitir a gente resolver de fato alguns problemas que precisam ser corrigidos rápido”, afirmou.
Prioridades
Segundo o parlamentar, a definição do orçamento permitirá enfrentar gargalos históricos dos serviços públicos municipais. “A limpeza pública da nossa cidade que hoje precisa-se ter um olhar, digamos assim, como prioridade. A questão também das UBS que ainda estão funcionando ainda precariamente (…) como também precisamos dar uma resposta à sociedade teresinense essa história do transporte público”, disse. Para ele, a autorização orçamentária retira justificativas para a falta de ações do poder público. “Considero o orçamento discutido na Casa Legislativa o ponto crucial para que a partir do próximo ano não se tenha mais desculpas como por exemplo falta de investimentos para determinados setores”, disse.
As CPIs
João Pereira também fez críticas as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e disse que elas não têm produzido os resultados esperados pela população. “As CPIs não tem sido um instrumento que de fato aponte alternativas diante do que é apresentado (…) as CPIs não têm dado a resposta à população e consequência disso há uma desconfiança da população relacionada às CPIs”, avaliou.
Oposição responsável
Sobre a relação com a gestão municipal, o vereador disse que o PT mantém uma postura de oposição responsável. “Nós não fomos contrário a nenhum projeto que chegou àquela casa para melhorar a vida do povo”, declarou. Segundo ele, a bancada também tem contribuído com recursos e articulações. “Se você pegar outros deputados que destinam recursos, você vê um montante elevado da bancada do Partido dos Trabalhadores ajudando a gestão do prefeito Silvio Mendes”, declarou.
Reorganização do PT na CMT
O vereador ainda destacou as mudanças na organização interna na bancada do PT na CMT, com reuniões estratégicas para alinhar posições. “Nós tiramos lá, já nos primeiros meses, reuniões estratégicas para discutir pontos que unificam , as nossas votações na Câmara de Vereadores”, explicou. Segundo ele, a articulação busca fortalecer a atuação coletiva. “Estamos fazendo essas reuniões para cada vez mais encaminhar as nossas votações, digamos assim, com mais consonância e mais ressonância para levar àquela política pública para a população teresinense”, frisou.
Eleição da Mesa Diretora
João Pereira confirmou que o PT deverá votar de forma unificada na eleição da Mesa Diretora da Câmara, mas destacou que o debate ocorrerá apenas no momento adequado. “O PT votará em bloco sim quando chegar o momento oportuno não tenho dúvida disso”, afirmou. Ele reforçou que ainda não há discussão de nomes. “Vamos deixar 2026 chegar”, ressaltou.


















































